Caminito de turistas

Pelo menos para mim, o dia seria livre, porque as outras entrevistas que tenho são apenas na terça-feira. E apesar do cansaço, decidi aproveitar para turistar. Ontem, depois de toda aquela saga, fui forte e topei curtir a noite da cidade, fomos ao Brujas Madagascar, um restaurante/bar/balada, típico aqui de Buenos e pauta do Rafael Esteves inclusive. Como ele já tinha entrevistado e pesquisado sobre os locais, foi fácil escolher, mas as possibilidades são muitas no bairro boêmio Palermo.

Acordei cedo para ir ao Caminito, uma rua perto do porto de Buenos Aires conhecida por suas casas coloridas. Bem turística! O bairro La Boca é onde fica também a casa de um dos principais times de futebol do país, o Boca Júniors. Táxis e mais táxis com turistas chegavam a todo tempo ao estádio La Bombonera.

Mas o que mais me chamou atenção foram os souvenirs. No Caminito dá para comprar de xícara da Mafalda a santinho do Papa, passando pelas camisetas de futebol da Argentina, Boca Júnior e River Plate. E lógico muito doce de leite e alfajores. Com tantas compras, na hora de almoçarmos, cadê dinheiro? Nossos pesos não foram suficientes, a sorte que em quase todos os lugares aceitam dólares e reais e conseguimos pagar a conta. Ufa, achei que iríamos lavar pratos.

O lugar também respira tango, praticamente todos os restaurantes têm shows durante o almoço e outros dançarinos ficam nas ruas para tirar fotos. Eu, claro, não poderia deixar de levar fotos dessa tradição argentina. Mas não é somente lá, em San Telmo, outro bairro onde aos domingos acontece uma feira de antiguidades e artesanato, também tinha alguns casais dançando. Mas as apresentações tradicionais ocorrem nos cafés.

Inaugurado em 1858, o Café Tortoni é o mais antigo da cidade e tem apresentações de tango todas as noites. Perfeita escolha para um domingo de turista e, além disso, fui acompanhar a Laura Cimpone, que irá escrever sobre a vida por trás das cortinas do tango argentino. Quem são esses que encantam toda a cidade. E fiquei mais do que encantada, a emoção passada pela expressão dos bailarinos, a voz forte de Nora Bilous e os músicos que não apenas a acompanham, mas são um deleite a parte. É clichê? É turístico demais? Sim, mas esqueça esses preconceitos e deixe se levar, será emocionante. E para fechar esse domingo, deixo para vocês o tango Caminito, que inspirou a rua, de Juan de Dios Filiberto.

 

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