Um primeiro dia e tanto

Apesar de termos chegado na quinta-feira a noite aqui em Buenos Aires, os trabalhos começaram mesmo hoje, ou ontem, ou não sei mais, porque para nós o dia rendeu e ainda não acabou.

Planejada, a cidade é feita para andar, ruas planas e quarteirões de 100 em 100 marcam a direção de todas as pessoas que circulam, muitos a pé, mas também pelos ônibus antigos e carros que engarrafam as ruas no mesmo estilo de São Paulo (sem exageros).

Logo pela manhã, com um frio de 9°, nosso grupo saiu para encontrar o correspondente Alejandro Rebossio do El País – com mais de 400 mil tiragens por dia, o que representa a maior tiragem da Espanha. O encontramos no escritório do grupo Prisa de comunicação há mais ou menos 10 quadras do nosso hotel. Corremos, porque erramos o lado do mapa, mas depois de nos localizarmos melhor e com ajuda dos, sim, simpáticos argentinos, conseguimos chegar ao nosso destino.

Conversa solta, duas horas foram pouco para o tanto de perguntas que tínhamos. Com as pautas já definidas, foi um bombardeio para saber o contexto de nossos temas, que só quem vive aqui consegue passar com tanta precisão. Economia, esporte, ditadura, indígenas, leis das mídias… Todas as pautas na mesa!

O tour que tivemos com o historiador Daniel Lucero durante a tarde foi um complemento ao bate-papo com Rebossio. Tudo o que estava apenas nos livros e nos jornais se tornou realidade para nós. A busca por justiça pelas famílias das vítimas do atentado à comunidade judaica há 20 anos que matou 85 pessoas chegou próximo a nós. O assunto não sai do noticiário e hoje teve manifestações das famílias, um deles na Plaza de Mayo, onde estivemos.

Inclusive, o local é um marco na história Argentina, porque é lá que até hoje ocorre a marcha das mães que tiveram seus filhos desaparecidos durante a última ditadura militar. Uma pressão em frente à Casa Rosada, sede do governo, para que, mais uma vez, haja justiça.

Passamos também pela Catedral, que guarda o corpo de San Martín, que junto com Bolívar, foi responsável pela libertação da América hispânica. E pelo Memorial de Evita Perón, para entendermos um pouco sobre o movimento Peronista. E digo um pouco, porque acredito que só sendo argentino para saber o quanto o movimento influencia na vida social e política do povo.

E mais de 2 mil caracteres depois, creio que já passei do limite. Foi um dia cheio, como disse, mas as expectativas foram se cumprindo e, melhor, se superando a cada minuto. Conhecendo gente e histórias encantadoras, que espero sejamos capazes de passar todo esse sentimento para o coração de vocês leitores.

Hasta mañana ou hoy, no se más. Em portunhol, claro!

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