Renato Russo, Marcelo Rubens Paiva e um fim de semana qualquer

Sem nem usar flanela, estou aqui empurrando a poeira com a mão para dividir um pouco a reflexão e a nostalgia que o filme “Somos Tão Jovens” despertou em mim.

Sei que Legião Urbana é uma banda de amores ou ódios, mesmo assim expresso aqui na nuvem que, sim, sou da banda dos amores. Por isso, não fui capaz de segurar os pêlos que eriçaram de emoção em algumas cenas do filme. Para quem gosta da banda, é com certeza imperdível, porque as letras da Legião são tão abstratas que cada um cria seu próprio significado e conhecer o verdadeiro contexto é revelador.

No entanto, não estou aqui para destrinchar gostos – porque, como toda avó diz: gosto não se discute, cada um tem o seu. Estou aqui para falar da avalanche de memórias que guardamos junto com as músicas. Ao fim da sessão, eu e meu namorado não paramos de relembrar momentos que passamos com as músicas do Legião, do Capital Inicial – Deus sabe como quase furei o MTV Ao Vivo de tanto que escutei. E de várias outras bandas que gravávamos em fita K7 para poder escutar no momento que bem entendesse.

Não sou da geração Coca-Cola, mas sou do chocolate Surpresa e de Creed, Pitty, Charlie Brown Jr., Goo Goo Dolls, Eminem, Evanescence, CPM 22,  The Verve, Mamonas Assassinas,  Leoni, Cássia Eller, Raimundos, Planta e Raiz, Forrueiros… Nossa, poderia passar a noite aqui relembrando as bandas que rodavam no meu toca fitas e sonorizaram uma história.

Agora, só para esclarecer o porquê Marcelo Rubens Paiva entrou nessa conversa. Ontem, em sua coluna, ele defendeu a nossa geração musical, essa, a atual. E apesar da nostalgia que sinto hoje depois de uma overdose de Legião Urbana, eu concordo que nós menosprezamos a música nacional contemporânea. Nós, brasileiros, em vários aspectos nos inferiorizamos. Às vezes com razão, mas precisamos aprender a falar mais sobre o que temos de bom, ao invés de enaltecemos o ruim. Mesmo que a balança pende mais para o lado de cá.

Ou tudo isso seja porque eu gosto do Marcelo Rubens Paiva e, como direi um dia para os netos, gosto não se discute!

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One thought on “Renato Russo, Marcelo Rubens Paiva e um fim de semana qualquer

  1. Faé diz:

    Jéss! Adoro Legião Urbana… você começou a lembrar das bandas e falar sobre momentos e passou um filme aqui na minha cabeça também. Como alguns desses mesmos grupos ajudaram, de certa forma, a escrever minha história… a marcar momentos. Quero ver esse filme! Valeu pela dica!
    Com relação ao preconceito contra a música nacional… tenho que confessar que, hoje, estou neste grupo! Gosto muito pouco do que temos aqui… (prefiro as antigas…).
    Não deixe a poeira voltar!
    Beijos.

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